3 - Não há murros e pontapés... Uma arte marcial não pode ser assim.
4 - Não tem competição. Qual é afinal o desafio de uma coisa onde ninguém perde mas também ninguém ganha?
5 – Etiqueta, vénias... respeito pelo adversário? Há algum adversário que mereça tanto?
6 – Varrer o dojo e levar o chão... mas eu vou pagar para fazer limpezas?
7 – “O aikido é a arte marcial onde se concentra o maior número de mulheres”. Ah, é uma arte marcial para mulheres, não é para homens;
8 – “eu ia se as aulas não fossem tão tarde”
9 – “eu ia se não fosse tão longe”
10 – “ouve-se dizer que é uma espécie de bailado, e que está tudo combinado e que é uma coreografia”
Comentários:
1 – Pois é uma arte marcial, e podemos magoar-nos. No entanto, os indíces de lesões no Aikido provocadas pelo mau uso de técnicas é inexistente. No futebol é muito mais elevado. Além disso o Aikido aumenta a auto-estima e saúde.
2 – Por causa de “boquinhas” como esta os Europeus foram banidos do Japão durante 400 anos. O “hakama” a que chamam vulgarmente de saias, é o símbolo de pertença à mais feroz raça de homens com “H” grande que alguma vez existiram: os samurai. Se acham que esses tipos são “meninas” vão lá ver...
3 – Pois não. Por isso existem no Aikido “ Atemis”. Bem... atémis são, na sua essência, murros e pontapés. (pensavam que não havia, não era?)
4 – Se não tem competição é defesa pessoal nua e crua, sem espinhas, a doer... Não há cá dói-dói e ringue onde não valem “golpes baixos” ou “agarrar abaixo da cintura”, ou mesmo “golpes proíbidos pela organização”
5 – Respeito o meu adversário pelo perigo que ele representa para a minha integridade física. Por isso consigo prever o seu estado de espírito , as suas intenções e delinear uma estratégia para me defender ou para o derrotar. Não me lanço no combate de uma forma suícida ou demente. Observo para vencer.
6 – Numa arte marcial onde estamos sempre a cair “nesse” chão queachamos que não devemos limpar, e sabendo nós que a cara, a boca, o nariz , os pés descalços andam literalente em contacto com esse chão que “não queremos limpar” é, no mínimo imprudente, deixá-lo sujo. A menos que alguém ache que devamos “xafurdar”.
7 – Este é um tema delicado. Há quem vá para um ginásio pagar uma pipa de massa só para “ver gajas”. Bem ao menos aqui pode aprender defesa pessoal enquanto o faz. De resto isso deveria ser um indicador de qualidade da arte marcial. Significa que pode ser praticado pelo “suposto” sexo fraco, logo é fácil, não requer força, e é eficaz... e se calhar isto é mais um “mito urbano”.
8 – E eu pergunto, mas para o trabalho, sofrer, isso já não conta, não é?
9 – Idem
10 – Venham experimentar. Depois conversamos sobre ballet no final da aula. Ou falamos de umas aulinhas de “step” é sempre giro para descontrair.
Gautama, acordou da sua vida asceta e contemplou o rio que corria à sua frente. Ao nascer do dia a luz mostrava-lhe a silhueta de um barco onde viajavam duas pessoas. Para além do som da água que corre e do canto das aves da aurora, uma das pessoas do barco tentava afinar uma cítara. Nisto a outra, diz: -“ Se apertares demasiado a corda ela partir-se-á, Se a deixares muito solta não vais conseguir tirar nenhum som”.
Gautama viu nisto o prenúncio de uma doutrina. “O Caminho do Meio”. Nem muito apertado, nem muito lasso. Algo no meio destes dois extremos. E deixou a sua vida de asceta profundo para procurar a iluminação de outra forma.
Mas “ O Caminho do Meio” é algo que tem que ser percorrido, algo que nos leva em uma direcção até um destino ou um objectivo. A Via, toma a forma de veículo. O Caminho é ao mesmo tempo a direcção a seguir, mas é também o veículo que nos ajudará a chegar ao destino. Há quem confunda o caminho com o objectivo de caminhar. Claro que os peregrinos de Santiago desejam percorrer o caminho da peregrinação, mas acima de tudo anseiam por chegar a Santiago. Ambas as coisas são importantes, não chegarão ao destino sem percorrer o caminho e sem o caminho percorrido nunca se chegará ao destino. Mas o caminho não é o destino e o destino não é o caminho.
Morihei Ueshiba, foi mais um “Buda” da nossa Era, “um ser iluminado” que nos indica um caminho, uma Via. A Via de Aiki, ( Ai Ki Do). Morihiro Saito no seu primeiro dia de treino, no limiar de ser ou não aceite como aluno de O’Sensei o Mestre disse àquele que viria a ser o seu mais devoto pupilo, como último desafio: - Vem! Vou-te ensinar a servir a sociedade com esta Arte Marcial.
A Sociedade. Afinal o que é isto da Sociedade? Uma Sociedade Secreta? Um grupo societário de elevadas posses financeiras, baixas, médias? Um gang? Uma organização? Um Clube? Creio ser do entendimento geral que O’Sensei queria dizer: Servir Toda a Gente.
Na verdade sempre fez falta ao Mundo pessoas que tivessem vontade de conciliar e harmonizar as partes. De servir.
A tarefa do Aikidoka é redobrada e dura. Ao mesmo tempo que tenta preservar os fundamentos de uma tradição marcial, tem que o fazer com vista a servir a sociedade. Tem que transformar a “espada que mata” na “espada que preserva a vida”. Para isso tem que abandonar algumas coisas pelo caminho. É isso que o Aikido ensina, a viajar leve, porque o caminho é duro. Nestes termos o Aikido não é um fim em si mesmo. O objectivo do Aikido não termina na mestria do Aikido, no serviço do Aikido, no serviço do Mestre de Aikido. O objectivo do Aikido termina quando já não podemos mais servir a sociedade. Neste sentido o Aikido é um veículo, uma forma de, uma via, mas não é o objectivo. Mas sem ele também não se atinge o objectivo. Não confundamos o Caminho com o Objectivo do Caminho e mantenhamos o objectivo e o caminho nas nossas mentes, sempre. Que em 2008 as sete virtudes do Bushido nos inspirem a seguir a Via da Paz, para que o mundo tenha Paz. Para que nós tenhamos Paz.
O Significado literal de “shiho” é “quatro direcções”. Estas quatro direcções simbolizam as quatro gratidões:
Gratidão para como Universo e a Vida:
Gratidão para com os nossos ancestrais e predecessores
Gratidão para com o próximo;
Gratidão para com as plantas e animais que se sacrificam por nós;
Significa olhar para o mundo sob todos os seus aspectos, considerar as coisas por todos os ângulos, ser capaz de se mover em todos os sentidos e lidar com ataques de todas as direcções.
2 – Irimi – “Avançar e unir-se”
Quando confrontado com uma agressão no Aikido, não se recua nem se desvia a agressão mas entra-se directamente no centro do ataque.
Geralmente a melhor forma de lidar com qualquer oposição é ir directamente à sua fonte e “harmonizar-se com ela” por forma a tornar qualquer agressão impossível.
3 – Kaiten – “Abrir e Girar”
Algumas vezes é melhor evitar um ataque abrindo-se para o lado e em seguida redireccionar o ataque em direcção ao agressor. Abrir e girar significa igualmente estar aberto a todas as possibilidades.
4 – Kokyu – “poder da respiração e da boa coordenação”
A respiração é vida.
Tudo no céu e na terra respira. A respiração é o fio que une as criaturas entre si. Quando as inúmeras variações da respiração universal podem ser sentidas nascem as técnicas de Aikido.
Outro significado de Kokyu é “boa coordenação”. Implica o entendimento dos ritmos da vida, estar em sintonia com o ambiente e adaptar-se às circunstâncias.
5 – Osae – “controlo de si mesmo e controlo da situação”
As técnicas de Aikido incluem várias imobilizações e chaves usadas para controlar um ataque.
A implicação por detrás de tais chaves e imobilizações é “manter o assunto sob controlo” ou “controlar as coisas antes que comecem a surgir” ou seja, evitar que algo de incontrolável aconteça.
O’ Sensei dizia: “Detenhas as coisas entes que elas surjam, cultive a paz e a ordem para reprimir o caos”.
6 – Ushiro Waza – “lidando com o desconhecido”
No Aikido treinamos ser atacados por trás com a finalidade de cultivarmos um sexto sentido que perceba a agressão antes que elaocorra. No nosso dia a dia isso traduz-se na ideia de “esperar o inesperado”, especialmente vindo daquelas almas mal-intencionadas que tentam “apunhalar-nos” nas costas ou atacar-nos quando não estamos atentos.
7 – Tenchi – “Permanecer firmemente entre o céu e a terra”
O’ Sensei dizia:
“Tente sempre manter-se em comunhão com o céu e com a terra, assim o Universo surgirá na sua luz verdadeira. Se conseguir perceber a verdadeira forma do céu (vazio) e da terra (matéria) enquanto ser humano (céu e terra = vazio e matéria) será iluminado na sua própria forma.
8 – Ukemi – “sete vezes para baixo, oito vezes para cima”
Saber cair correctamente nas projecções bruscas do Aikido é uma das primeiras coisas que são ensinadas e que devem ser aprendidas. No Aikido aprende-se a cair bem e em segurança e a levantar-se rapidamente. As mudanças constantes da vida tentarão derrubar-nos com ataques fulminantes, mas precisamos saber voltar logo ao normal. Ukemi significa igualmente “corrigir um erro”.
“ A falha é a chave para o sucesso, cada erro ensina-nos uma lição preciosa” Sete vezes para baixo e oito vezes para cima.
Ukemi é também uma demonstração de humildade e uma prostração: não há orgulho em se ter sido projectado, no entanto existe a vontade de se voltar a tentar ao levantar-se novamente.
9 – Aiki Ken e Aiki Jo – “O Sabre e o bastão. As armas da resolução e da intuição”
No Aikido estão incorporados o estudo do sabre (kenjutsu) e do bastão (jojutsu). Relembrando-nos que o Aikido é um Budo e que as suas técnicas serviram os guerreiros (bushi) do Japão feudal nos campos de batalha e que por isso se devem continuar a estudar as formas que estão na génese de uma tão eficiente arte marcial.
10 – Reigi- “Um homem educado é um homem atento”.
No Aikido estão incorporados princípios extraordinários de respeito e consideração para com os mestres e parceiros. Estamos a falar numa arte marcial que decide sobre a vida e a morte num só golpe. O respeito é o garante de um treino marcial e cuidado.
Por isso no Aikido respeitam-se os princípios tradicionais da etiqueta japonesa, o que aumenta a marcialidade. Conservam-se, entre outras coisas, o andar de joelhos (shikko), a posição tradicional de sentar (seiza), o uso de hakama (calças largas pretas usadas como símbolo da classe guerreira e dominante do japão feudal – os samurai), a meditação (mokuso) e a limpezaquer do dojo (osoji), quer de si próprio (chinkon).
Sem a etiqueta tradicional o Aikido perde o seu valor como veículo para se entender a sociedade e servi-la.
No Aikido não há competição. Isto quer dizer apenas que no Aikido as técnicas não foram transformadas para poderem ser usadas dentro de um ringue, ou de um tatami olímpico.
As técnicas de Aikido visam subjugar um ou vários adversários armados ou desarmados e por isso são treinadas exactamente com se fossem para ser utilizadas no campo de batalha.
Os professores e alunos do Bushinkan querem desde já mostrar-se solidários na luta contra a mutilação genital feminina (excisão). Porque o Aikido é uma forma de servir a sociedade e o próximo e porque o "combate" que devemos travar é o de erradicar o mal de toda Terra aqui fica o link para aqueles que connosco quiserem lutar contra este flagelo.
(o filme aqui apresentado é chocante é deve ser visto com cuidado. Não é aconselhado a pessoas susceptíveis, no entanto ignorá-lo é o pior que se pode fazer. Instruam-se)
The Bushinkan teachers and pupils wish to join the fight against female genital mutilation (excision). Because Aikido is a way to serve the society and the other fellow men and women and because the "combat" we must fight is the one that erradicates the Evil from the face of Earth, here is the link for those who, with us, wish to fight against this.
(Beware. The film depicted is explicit and may harm some people. Caution is advised. Nevertheless ignoring it is the worst you could do. So if you don't wish to watch it, please try to learn more about it)
É verdade. Estamos todos de parabéns. Atingimos o patamar de mais de 500 visitas aqui no blogue. São fruto do esforço de todos os que connosco partilham a paixão pelo Aikido. E isto em pouco mais de um mês. Com uma média de 20 visitas diárias para um blogue específico e inteiramente dedicado ao tema do Aikido é obra.
Obrigado a todos quantos por aqui passaram. Sois vós quem faz o Aikido crescer.
Um grande bem haja
Thanks to all the persons for the interest and curiosity on this blog. We have passed the 500th visit. This means an average of 20 visits per day. A number made by you, reader of this unique and dedicated site to Aikido.
To all those who come buy or pass by, many thanks.
As aulas aos Sábados são das 9.00 horas às 11.oo horas, no sítio habitual. Apareçam. Não se esqueçam de se inscrever. Venham praticar Aikido Tradicional. O verdadeiro Aikido de O'Sensei.
Referências directas nos registos das escolas de jujutsu e referências indirectas nas crónicas do Japão Antigo, indicam que muitos métodos de combate desarmado foram desenvolvidos e aplicados pelos japoneses durante o período feudal, e que uma quantidade destes métodos se fixou como faceta importante do treino de um “guerreiro samurai”.
Por definição um método de combate desarmado é um conjunto sistematizado e engenhoso de usar o corpo humano em combate por forma a atingir os mesmos objectivos estratégicos como os que se obteriam com o uso de armas. De facto, a observação de que um corpo humano poderia ser usado como uma arma em combate, e o domínio dos seus elementos e funcionalidades poderiam permitir a subjugação do oponente violentamente enquanto se promove a nossa auto defesa, deve ter sido alvo de estudo de todas as nações e povos desde que existem conflitos.
No Japão, os métodos de combate sem armas aparecem nos registos sob variados nomes. No entanto, todos têm por princípio o uso do corpo humano, devidamente treinado, devidamente robustecido e fortalecido, como o primeiro instrumento de combate. Todos requerem que o corpo seja usado de formas certas e funcionais, com vista à subjugação do oponente ou para evitar a subjugação por parte desse (ou desses) oponentes. Essas formas funcionais consistiam em usar o corpo humano como uma arma para projectar um oponente para o chão, imobilizá-lo, estrangulá-lo, deslocar-lhe as articulações ou bater-lhe, assim como usar o corpo defensivamente, por forma a evitar ser o alvo dos ataques que lhe são desferidos.
Obviamente todas estas técnicas podem ser letais e são-no quando usadas em combate efectivo, quer na confusão de um campo de batalha daquela época, quer num confronto entre dois homens numa estrada solitária longe de qualquer espectador. Uma projecção, dirigida de uma forma em que o oponente é forçado a cair de uma forma inesperada rodando sob a espinha pode traduzir-se numa manobra letal (shiho nage ou irimi nage). No entanto, quer com propósitos de treinar, quer por auto desenvolvimento através da prática com um parceiro, em demosntrações ou em competição, foram encontradas formas de reduzir ou minimizar os aspectos letais da forma útil de combate de maneira tal que as técnicas pudessem ser usadas de forma segura.
O Bushinkan (alunos e professores) quer prestar os sinceros agradecimentos à Drª Helena, Coordenadora administrativa do Pavilhão Multidesportivo do Sporting Clube de Portugal pela página no site do Sporting.
Podem consultar através deste link directo ou visitando o próprio site em www.sporting.pt
No Aikido as crianças aprendem defesa pessoal efectiva e não agressiva.
O Aikido é não agressivo porque não ensina as crianças a magoarem para não serem magoadas. Em vez disso o Aikido ensina técnica para aproveitar a força do adversário redireccionando o seu ataque contra si próprio. No Aikido as crianças usam o seu corpo e a sua mente de uma forma que as ajudará a defenderem-se de atacantes muito maiores do que elas. Apesar disto o Aikido não é passivo: as imobilizações e projecções são de facto efectivas como forma de auto-defesa.
Como o Aikido pode ajudar a formar o carácter de uma criança
Humildade e disciplina
Assim que a criança inicia o estudo do Aikido começa a aprender a humildade através da prática da etiqueta. Aprendem a tomar conta e a cuidar do seu equipamento, a usá-lo convenientemente, aprendem a usar as vénias em sinal de respeito para com o seu parceiro de treino. Durante o treino as crianças são levadas a concentrarem-se nas suas actividades e a desenvolver o respeito pelo seu mestre e pelos seus colegas. As expectativas criadas em relação à prática diligente da arte marcial desenvolvem um espírito de disciplina na criança.
Auto estima e confiança
As crianças começam por aprender a cair. Muitas vezes este é um momento difícil para elas. Algumas têm receio de rolar sobre a cabeça (na verdade é sobre os ombros) mas com preseverança e apoio dos instrutores, pais e colegas chega sempre a altura em que aprendem a cair bem e começam a gostar de o fazer. Passar por dificuldades e superá-las com trabalho árduo é essencial para que as crianças ganhem confiança.
Depois de aprenderem a cair começam a gostar deste aspecto do Aikido. Aprendem a controlar e proteger o seu corpo enquando "voam" pelo ar. O que poderá ser mais divertido do que isso?
Aprender formas de cair e técnicas de Aikido fornece à criança auto-confiança e auto estima. Dá-lhes a certeza que com esforço e força de vontade conseguem qualquer coisa por muito difícil que essa coisa seja.
Atenção, Compaixão e Auto-controlo
À medida que o estudante evolui ganha mais confiança na sua capacidade de compreender o Aikido. Inevitavelmente um novo aluno não sentirá essa confiança. Ensinamos a todos que devem acolher novos alunos de forma a ajudá-los a sentirem-se bem. Os alunos mais velhos prestam atenção aos alunos mais novos e ao seu domínio da técnica e moldam-se para que o treino seja algo agradável onde todos possam aprender. Aprender a prestar atenção aos outros e a tomar conta de outros alunos gera compaixão e atenção que são qualidades fundamentais para a formação de um carácer forte.
Uma palavra para os Pais
Vós sois a parte mais importante do Aikido
Quando increvem o vosso filho no Aikido estão a criar connosco uma parceria para ajudar o vosso filho ou filha a aprender auto-defesa e a crescer como um adulto saudável.
O vosso interesse e entusiasmo pela participação do vosso filho é crucial para o seu sucesso.
Reconhecemos a importância do vosso empenho e encorajamos o vosso envolvimento como pais no treino do vosso filho. Há várias formas de participar, mas a mais importante é ajudar-nos a ensinar a importância do Aikido.
Para isso pedimos-lhes que aprendam alguns aspectos da etiqueta e prática do Aikido.
Por exemplo, certifiquem-se que eles chegam a horas para o treino, ajudem-nos a atar o cinto e a vestir correctamente o fato de treino (keiko gi) encoragem-nos assistindo a algumas das aulas deles.
As técnicas de Aikido e a Não Competição
O Aikido é ideal para crianças porque ensina que há alternativas à violência. Em vez de ensinarmos a pontapear ou a esmurrar ensinamos a usar a força do oponente contra si próprio e a resolver conflitos minimizando a violência. Uma vez que o Aikido não é um desporto não existe competição (torneios). Em competição existe sempre um vencedor e um perdedor. A competição no desporto é saudável para as crianças desde que o ênfase seja dado ao esforço, à dedicação, ao desportivismo, etc., em vez de ser dada importância ao ganhar e ao não perder.
Numa arte marcial, no entanto, se uma criança "ganhou" houve outra que "perdeu". Como pode ser ajudada a criança que perde? O Aikido assenta na permisssa de "não lutar". Ganhar derrotando um outro ser humano não é ganhar de todo. Consequentemente, derrotar outra pessoa pelas vias da competição é contra a filosofia do Aikido. Está perfeitamente claro que ensinamos auto defesa. E a auto defesa é para nos "defendermos" não serve para "derrotarmos".
Com toda a violência a que as crianças estão expostas nos dias de hoje, pela televisão, cinema, jogos de computador, etc. a prática do Aikido e dos seus princípios é essencial para ensinar-lhes alternativas ao conflito. As crianças aprendem a cooperar umas com as outras na aprendizagem do Aikido num ambiente sem competição. Aprendendo as técnicas para evitar conflitos as crianças compreendem que existem alternativas à violência.
Progressão e Graduações
A progressão é um meio de estimular o estudo do Aikido e premiar a dedicação e o esforço. Existem exames de graduação que indicam a progressão do estudante dentro da arte.
Os exames de graduação são oportunidades para a criança demonstrar o seu entendimento e desempenho no Aikido a si próprias, as seus mestres e aos seus pais.
AIKIDO é uma arte marcial tradicional japonesa criada por Morihei Ueshiba.
AIKIDO traduz-se por "A Via da Harmonia com o Universo (Energia)". Esta arte marcial utiliza inúmeras técnicas que têm o objectivo de incapacitar o poder ofensivo ou defensivo de um ou mais adversários, envolvendo-os no próprio ritmo de acção do aikidoka. AIKI inclui três condições: a estabilidade do nosso centro (corpo); a concentração do espírito de combate (mente); e a respiração.
O Aikido é uma arte marcial que resultou dos estudos desenvolvidos pelo Professor Morihei Ueshiba (1883-1969), um dos últimos grandes guerreiros japoneses. Ueshiba O'Sensei criou e desenvolveu um método de combate seguindo princípios milenares e utilizando técnicas antiquíssimas. Este grande mestre era perito em várias artes como a do sabre, da lança, do leque, da baioneta, da alabarda e a de combate corpo a corpo (jujutsu). No início da década de 40, Ueshiba O'Sensei retirou-se para uma pequena quinta na aldeia de Iwama, a norte de Tóquio, onde se entregou a um profundo e vigoroso treino físico, técnico, mental e espiritual. À medida que os anos foram passando notou-se uma clara distinção técnica na sua arte, nascendo assim o Aikido.
Iwama foi o local de estudo, utilizado pelo fundador desta arte, para criar e refinar a mesma. O Aikido nasceu em Iwama.
Takemusu Aikido é o Aikido praticado segundo a tradição de Iwama. No Takemusu Aikido praticam-se as técnicas tal qual O'Sensei as praticava e que são transmitidas unicamente por Saito Sensei BUKI WAZA Buki Waza refere-se ao treino com armas. O Fundador costumava dizer que o Aikido provém do sabre. Para Morihei Ueshiba, os princípios do treino com armas influenciavam o treino sem armas (taijutsu) e vice-versa. Saito Sensei foi o único aluno do Fundador que aprendeu toda a gama de armas. O sistema de aprendizagem das técnicas com armas utilizado em todo o mundo foi desenvolvido por Saito Sensei. No Aikido pratica-se com o jo (pau), o bokken (sabre de madeira), e o tanken (faca). Aprendem-se defesa contra estas armas e treinos de combate. TAIJUTSU Taijutsu refere-se ao treino de técnicas (jutsu) corporais (tai). Nesta arte existem controlos, imobilizações e projecções, que são adaptáveis ao estudo com armas. Estas técnicas treinam-se com vários ataques de frente e por detrás, com um e vários adversários. O estudante assíduo desenvolve um grande poder físico e mental através da sua prática. TAKEMUSU AIKI O TAKEMUSU AIKI é a forma mais avançada destes estudos, atingindo-se quando as técnicas surgem no combate sucessivamente num fluxo interminável. Dado que o Aikido é um BUDO (arte marcial), não há competição.
O BUSHINKAN, sob a tutela de Paolo Corallini Shihan - 7º Dan Takemusu Aikido; 7º Dan Aikikai; 5º Dan Bukiwaza, e em cumprimento com os desejos de Morihiro Saito Sensei, declara oficialmente respeitar Moriteru Ueshiba, Aikido Doshu, e seguir as regras da Fundação Aikikai.
O BUSHINKAN afirma também que continuará a preservar e promover os ensinamentos de Aikido tradicional e a pedagogia de Morihiro Saito Sensei- 9º Dan Aikikai
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Nota: Neste momento a opção 2 está disponibilizada apenas a alunos do Bushinkan